A Escola Municipal de Ecologia atua desde 1992 em São Caetano do Sul, um município caracterizado por sua intensa urbanização. O propósito central do nosso trabalho é solucionar a crescente desconexão da população urbana com o meio natural, suprindo a escassez de espaços práticos voltados ao letramento científico e à experimentação. Para transformar essa realidade, a "Visita Monitorada" consolidou-se como o serviço contínuo e carro-chefe da instituição, convertendo nossos 23.000 m² de área verde em um imersivo "Laboratório Vivo" de educação socioambiental na prática.
💎 Característica singular na rede municipal: Espaço não formal de ensino em uma área verde preservada de 23.000 m²
🌎 Território: Bioma Mata Atlântica (IBGE), Reserva da Biosfera da Mata Atlântica (UNESCO)
🦉 Equipe multidisciplinar: formada por especialistas das áreas de Educação, Biologia, Química e Geografia.
Alameda das abelhas nativas sem ferrão
🐠 Lago (Peixes, carpas, patos, gansos)
🐝 Meliponário Urbano - Alameda das Abelhas Sem Ferrão (ASF)
🏡 Casa do Bicho-Pau (CAMUFL-AÇÃO: o bicho pau e seu jogo de esconde-esconde)
🪱 Espaço de Compostagem
🌱 Estufa (produção de mudas)
🦕 Museu Sala Verde, composta por Sala de Ciências, Lousa Digital e acesso à internet, Espaço de Geologia, Paleontologia, Fósseis e Eras Geológicas, Coleção Botânica
🥦 Horta e canteiros temáticos: plantas tóxicas, medicinais e carnívoras
🐢 Recinto das Tartarugas (aquático)
🐢 Recinto dos Jabutis (terrestre)
🐥 Viveiro Educativo das Aves (galinheiro)
A fauna residente inclui insetos, patos, peixes, galinhas, jabutis, tartarugas, galinhas-d’angola, pavões, coelhos e aves visitantes (garça, sabiá, bem-te-vi, sanhaço, chopim, cambacica, entre outras espécies nativas).
Um espaço que abriga cerca de 400 árvores, pertencentes a 35 espécies nativas e 16 exóticas, formando um patrimônio arbóreo e botânico que promove biodiversidade, conservação e educação socioambiental.
A Escola de Ecologia mantém um Meliponário Urbano com 10 espécies de abelhas nativas sem ferrão, importantes polinizadoras que contribuem para a biodiversidade, a produção de alimentos e o equilíbrio dos ecossistemas.
🎯 Agenda 2030 – Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS)
A Escola contribui com a Agenda 2030 integrando a educação socioambiental à proteção da biodiversidade e conscientização climática, atuando diretamente com os seguintes ODS e suas Metas:
ODS 4 – Meta 4.7 | Educação de Qualidade
ODS 11 – Meta 11.7 | Cidades e comunidades sustentáveis
ODS 13 – Meta 13.3 | Ação contra a mudança global do clima
ODS 15 – Meta 15.5 | Vida Terrestre
ODS 16 – Meta 16.7 | Paz, justiça e instituições sólidas
Como Laboratório Vivo, promove as Competências Gerais da BNCC ao aliar teoria e prática por meio da sensibilização e da investigação da natureza. Estimula a curiosidade, o pensamento científico, a cidadania e a responsabilidade socioambiental dos estudantes no cuidado prático com o planeta.
O espaço atua como uma extensão dos saberes da sala de aula, por meio de vivências no "Laboratório Vivo", o currículo local é enriquecido com foco na alfabetização ecológica, na observação direta dos ciclos da natureza, no respeito à biodiversidade da Mata Atlântica e na formação de cidadãos conscientes e atuantes na realidade urbana de São Caetano do Sul.
A Escola cumpre o Artigo 2º da referida lei ao promover a compreensão integrada do meio ambiente em suas múltiplas relações (ecológica, psicológica, legal, política, social, econômica, científica e cultural), garantindo o direito à educação ambiental como componente essencial e obrigatório da formação cidadã, voltada para a sustentabilidade e a melhoria da qualidade de vida no município.
Em meio à Região Metropolitana de São Paulo, São Caetano do Sul construiu uma história singular de compromisso com a educação e com o meio ambiente. Com seu território intensamente urbanizado e poucas áreas naturais disponíveis, o município compreendeu, ainda no início da década de 1990, que preservar a natureza também significava criar espaços para conhecê-la, vivenciá-la e aprender com ela.
Foi nesse contexto que nasceu, em 25 de abril de 1992, a Escola Municipal de Ecologia, instalada no Parque Botânico Presidente Jânio da Silva Quadros. A iniciativa, concebida durante a gestão do então prefeito Luiz Olinto Tortorello, representava uma visão ousada para a época: transformar um espaço verde em um verdadeiro território de aprendizagem, aproximando crianças, jovens e comunidade da natureza e despertando, por meio da experiência, uma nova consciência ambiental.
A própria mensagem registrada na inauguração traduzia a dimensão daquele sonho:
“O menor Município do Brasil em área geográfica contribui com este parque no ano internacional do Meio Ambiente, agasalhando a Escola de Ecologia. Buscando com isso perfeita integração na comunidade internacional”.
Mais do que uma escola dentro de um parque, nascia um novo conceito de educação.
Plantas medicinais
O Parque Botânico e a Escola Municipal de Ecologia desenvolvem ações voltadas à Educação Ambiental, promovendo diferentes atividades e experiências que aproximam a comunidade da natureza e ampliam os conhecimentos sobre o meio ambiente. Entre as iniciativas realizadas estão as visitas monitoradas, cursos destinados à comunidade em geral, formações e capacitações para grupos específicos, eventos relacionados ao calendário ecológico, exposições e muito mais.
A instituição também conta com um acervo bibliográfico nas áreas de Biologia, Educação e Pedagogia, que pode ser utilizado como fonte de pesquisa e apoio para a elaboração de trabalhos escolares, feiras culturais, projetos, monografias e atividades pedagógicas relacionadas às questões ambientais.
Toda essa estrutura tem como propósito proporcionar experiências significativas de contato com a natureza, ampliar a compreensão sobre a importância da conservação e da preservação ambiental e estimular a participação cidadã na identificação e na busca de soluções para os desafios socioambientais.