Uma história de educação socioambiental e sustentabilidade
Há 34 anos, a Escola de Ecologia de São Caetano do Sul semeia aprendizagens significativas por meio do contato sensível com a natureza. Entre experiências, descobertas e afetos, seguimos fortalecendo o vínculo entre educação e sustentabilidade. Celebrar essa trajetória é reconhecer cada passo dado no cuidado com a vida e no despertar de novos olhares para o mundo, para a sociedade e para o meio ambiente.
Para celebrar nossos 34 anos, a lavanda e o alecrim se encontram em uma parceria que desperta memórias, emoções e aprendizagens. Mais do que aromas, essa experiência sensorial traduz o cuidado, o acolhimento e a conexão com a natureza que fazem parte do nosso cotidiano educativo. Um convite para sentir, aprender e florescer juntos.
34 anos cultivando consciência, experiência e futuro
Professora Catarina Peres Troiano
Em 25 de abril de 1992, a cidade de São Caetano do Sul inaugurava um marco pioneiro na história da educação ambiental brasileira: a Escola Municipal de Ecologia, instalada no Parque Botânico Presidente Jânio da Silva Quadros. Mais do que um equipamento público, nascia ali uma proposta inovadora de ensino, conectada com o futuro e com a urgência de formar cidadãos conscientes de seu papel na preservação do meio ambiente.
Ainda em 1991, os registros da imprensa já anunciavam a criação de um espaço diferenciado: um parque botânico de mais de 20 mil metros quadrados, concebido para integrar natureza, ciência e educação. Sob o projeto arquitetônico e paisagístico de Ênio Moro Júnior e com o apoio da gestão do então prefeito Luís Olinto Tortorello, a escola foi construída com um conceito avançado para a época: cerca de 80% dos materiais utilizados eram reciclados, evidenciando, desde sua origem, o compromisso com a sustentabilidade.
Na inauguração, em 1992, o espaço já impressionava: mais de 200 árvores, 8 mil mudas, estufas, lagos, biblioteca e salas de aula integradas ao ambiente natural. A proposta pedagógica era igualmente inovadora — receber estudantes para vivências práticas, colocando “a mão na massa”, acompanhando o ciclo das plantas e aprendendo de forma ativa, interdisciplinar e sensorial.
Essa visão foi reforçada por educadores pioneiros, como Tania Eliete Veronesi, que participou diretamente da implantação do projeto e destacou o desafio permanente de construir uma educação dinâmica, reflexiva e transformadora. A Escola de Ecologia nascia, assim, como parte de um ideal maior: a construção da “escola do futuro”, onde conhecimento, criatividade, tecnologia e consciência ambiental caminham juntos.
Ao longo das décadas, a instituição consolidou-se como referência nacional, sendo reconhecida como uma das primeiras escolas de ecologia do Brasil. Sua atuação contribuiu diretamente para políticas públicas e programas educacionais do município, fortalecendo a educação ambiental na rede de ensino e ampliando o alcance da conscientização ecológica para além da sala de aula.
Hoje, ao celebrar 34 anos de história, a Escola de Ecologia reafirma seu papel como espaço vivo de aprendizagem e transformação. E, para marcar este momento, nasce uma nova dimensão dessa trajetória: a criação de uma identidade olfativa em parceria com Hiona Candele. Criada artesanalmente com carinho para celebrar nosso aniversário, o abraço acolhedor da Lavanda une-se ao Alecrim para inspirar corações e mentes!
Mais do que um símbolo, essa identidade sensorial propõe uma experiência imersiva, capaz de despertar memórias, emoções e conexões profundas. É a essência do cuidado, o abraço da natureza, o despertar do saber. Inspirada nos aromas do parque alecrim e lavanda — das plantas medicinais às flores e à terra úmida —, ela traduz, em fragrância, o propósito da escola: ensinar por meio da vivência.
Essa iniciativa dialoga diretamente com as pedagogias ativas que sempre orientaram a instituição, ampliando o conceito de educação integral. Aqui, aprender é sentir, observar, experimentar e se conectar. É compreender que o cuidado com o meio ambiente começa pela percepção sensível do mundo ao nosso redor.
Celebrar os 34 anos da Escola Municipal de Ecologia é reconhecer uma trajetória que une inovação, compromisso e visão de futuro. É valorizar um espaço que, há mais de três décadas, cultiva não apenas plantas, mas consciências — formando gerações capazes de construir um mundo mais sustentável, equilibrado e humano.
Fontes de pesquisa e referências:
DIÁRIO DO GRANDE ABC (DGABC). São Caetano inaugura escola de ecologia e jardim botânico. São Caetano do Sul, 25 abr. 1992.
FOLHA DE S.PAULO. São Caetano do Sul inaugura escola ecológica. São Paulo, 26 abr. 2012. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/ambiente/1081435-sao-caetano-do-sul-inaugura-escola-ecologica.shtml. Acesso em: 14 abr. 2026.
FOLHA DE SÃO PAULO. São Caetano terá Parque Botânico Municipal. Caderno Folha ABCD. São Paulo, p. 7, 25 set. 1991.
FOLHA DE SÃO CAETANO. A Escola de Ecologia terá novas atrações. São Caetano do Sul, ed. 660, p. 7, nov. 2022. Disponível em: https://folhadesaocaetano.com.br/wp-content/uploads/2022/12/ed660.pdf. Acesso em: 14 abr. 2026.
GALLO, Márcia; MUNARI, Rodrigo Marzano. 70 anos de história da educação em São Caetano do Sul: 1949-2019. São Caetano do Sul: Fundação Pró-Memória de São Caetano do Sul, 2020. Disponível em: https://www.calameo.com/books/00083823611dce7f1ce0e. Acesso em: 14 abr. 2026.
Registro histórico da cerimônia de inauguração do busto do ex-presidente Jânio da Silva Quadros, realizada no Parque Botânico Municipal, espaço que abriga a Escola de Ecologia.
O evento ocorreu em abril de 1992, quando a municipalidade oficializou a homenagem durante a primeira gestão do prefeito Luiz Olinto Tortorello. A iniciativa integrou ações voltadas à valorização da memória pública e do patrimônio histórico local.
Fonte: Acervo/FPMSCS
Registro da missa campal de ação de graças em defesa do meio ambiente, realizada em 11 de maio de 1996, na Gruta Nossa Senhora de Fátima, localizada no Parque Botânico e Escola de Ecologia .
A cerimônia reuniu membros da comunidade em um momento de fé e reflexão voltado à preservação ambiental, reforçando o vínculo entre espiritualidade e cuidado com a natureza.
Na imagem, observam-se, da esquerda para a direita: Lidia Burkhardt, Miriam Pereira, professora Tânia Veronesi, João Tessarini e professora Maria Neide B. Ventura.
Fonte: Acervo/FPMSCS.
Imagem 1: Vista do Lago, abril de 1992. Fonte: Acervo/FPMSCS.
Imagem 2: Vista do canteiro central voltado para a Praça Justino Paixão. Fonte: Leonardo Castro - 23.abr.1992/Folhapress, Folha de São Paulo.
Imagem 3: Reportagem da Folha de São Paulo de 1991 sobre o projeto da Escola de Ecologia e do Parque Botânico. Fonte: Acervo Folha de São Paulo, Caderno Sete Cidades, pág. 7, 25/09/1991.
REGISTRO HISTÓRICO DOCUMENTAL DO JORNAL FOLHA DE SÃO PAULO SOBRE A INAUGURAÇÃO DA ESCOLA MUNICIPAL DE ECOLOGIA DE SÃO CAETANO EM 1992
NÃO DEU NO NEW YORK TIMES, MAS DEU NA FOLHA DE SÃO PAULO!
Na foto: Registro da antiga ponte da nascente, situada no Parque Botânico dentro das dependências da Escola de Ecologia.
Fonte: Acervo Folha de S.Paulo, Caderno Folha ABCD, pág. 1, 26/04/1992.