Área antrópica
Ambiente cuja vegetação original foi alterada, perturbada ou destruída em relação ao tipo fitifisionômico primário e inclui áreas ruderais, agropecuárias e urbanas.
Caatinga (stricto sensu)
Formação vegetal tipicamente xerófita, predominantemente uma forma de floresta baixa sazonalmente seca, que ocorre na região de clima semi-árido do Nordeste do Brasil. A vegetação é esparsa, espalhando-se pelos maciços e tabuleiros por onde correm rios, em geral, intermitentes. Famílias frequentes são Leguminosae, Euphorbiaceae, Cactaceae, Asteraceae e Malpighiaceae.
Campinarana
Vegetação amazônica baixa e rala, que ocupa terrenos arenosos e áreas de terra firme. Pode ser "florestada", assemelhando-se a uma floresta ciliar; "arborizada", quando dominam plantas de menor porte; e "gramíneo-lenhosa", quando ocorre nas planícies encharcadas, próxima a rios e lagos. Famílias frequentes são Arecaceae, Bromeliaceae, Clusiaceae, Humiriaceae, Marantaceae, Meliaceae e Rapateaceae.
Campo de Altitude
Vegetação campestre dos trechos mais elevados das Serras do Mar, Mantiqueira e Serra Geral, geralmente em áreas acima de 900m. Ocorre em sítios com rochas ígneas ou metamórficas (granito-gnaisse), estando associado ao domínio da Mata Atlântica. Famílias frequentes são Asteraceae, Cyperaceae, Melastomataceae, Orchidaceae e Poaceae.
Campo de Várzea
Vegetação amazônica dominada por estrato herbáceo com gramíneas e ciperáceas altas, que crescem em trechos sujeitos às inundações periódicas de rios e lagoas. Geralmente é associado à Floresta de Várzea. Famílias frequentes são Poaceae e Cyperaceae.
Campo Limpo
Vegetação dominada por estrato herbáceo (graminoso) ou subarbustivo, geralmente contínuo, e ausência de árvores e arbustos de caule grosso. Encontrado nos domínios do Cerrado e Pampa. Famílias frequentes são Poaceae, Asteraceae, Cyperaceae e Leguminosae.
Campo Rupestre
Vegetação campestre que ocorre em áreas montanhosas, basicamente acima de 900 m de altitude, ocupando principalmente trechos de solos litólicos associados a afloramentos de quartzito, arenito ou minérios de ferro e manganês. Associa-se principalmente aos domínios do Cerrado e da Caatinga. Famílias frequentes são Asteraceae, Eriocaulaceae, Cyperaceae, Poaceae, Melastomataceae, Orchidaceae, Velloziaceae, Leguminosae e Xyridaceae.
Carrasco
Vegetação xerófila arbustiva alta e densa, com trepadeiras abundantes e um dossel descontínuo, com árvores emergentes esparsas. No domínio da Caatinga corre sobre Areias Quartzosas distróficas profundas, e no domínio do Cerrado sobre litossolo. Famílias frequentes são Leguminosae, Apocynaceae, Combretaceae, Solanaceae.
Cerrado (lato sensu)
Conjunto de diferentes formas de vegetação no domínio do Cerrado, que inclui desde fitofisionomias florestais (Cerradão), savânicas (Cerrado stricto sensu), até campestres (Campo Sujo), e que compartilham uma flora com características xeromórficas. Famílias frequentes são Asteraceae, Leguminosae, Malpighiaceae, Vochysiaceae e Poaceae.
Floresta Ciliar e/ou de Galeria
Vegetação florestal que ocorre associada a cursos de água, geralmente intermitentes, os quais podem ser largos (ciliar) ou mais estreitos e cobertos pelo dossel (galeria). Mais associada aos domínios do Cerrado e Caatinga, ocorre em todo o território nacional sob diferentes nomes. Famílias frequentes são Leguminosae, Lauraceae, Myrtaceae, Euphorbiaceae, Clusiaceae e Rubiaceae.
Floresta de Igapó
Vegetação florestal amazônica cujo solo permanece encharcado ou alagado acima da superfície por todo o ano. Geralmente associada a solos arenosos. Comparada às florestas de Várzea (em solos argilosos) e Terra-Firme é, em geral, a mais baixa.
Floresta de Terra-Firme
Vegetação florestal amazônica sobre os interflúvios, geralmente densa e alta, não inundada sazonalmente pela cheia dos rios. Famílias frequentes são Leguminosae, Lecythidaceae, Chrysobalanaceae, Sapotaceae, Burseraceae.
Floresta de Várzea
Vegetação florestal amazônica submetida a inundações periódicas na época das cheias dos rios. Geralmente associada a solos argilosos. Famílias frequentes são Arecacaea, Euphorbiaceae, Malvaceae, Moraceae e Polygonaceae.
Floresta Estacional Decidual
Vegetação florestal condicionada por nítida estacionalidade climática (um período seco e outro chuvoso). Ocorre geralmente nos interflúvios, e 90% ou mais das plantas arbóreas perdem as folhas no período seco. Ocorre nos domínios da Caatinga, da Mata Atlântica e do Cerrado. Famílias frequentes são Leguminosae, Malvaceae, Euphorbiaceae, Apocynaceae e Sapindaceae.
Floresta Estacional Perenifólia
Floresta da borda sul-amazônica na região do Alto Rio Xingu, que ocorre sobre latossolos e apresenta período seco variável de quatro a seis meses. Apesar da estacionalidade climática, a floresta se mantém perenifólia, pois não há estresse hídrico devido a densa rede de drenagem num relevo quase plano. Apresenta composição florística própria, não similar à flora presente nas formações de entorno, isto é, a Floresta Ombrófila e a Floresta Estacional.
Floresta Estacional Semidecidual
Vegetação florestal condicionada pela nítida estacionalidade climática (um período seco e outro chuvoso). Ocorre geralmente nos interflúvios, e 10% a 50% das plantas arbóreas perdem as folhas no período seco. Famílias frequentes são Leguminosae, Euphorbiaceae, Nyctaginaceae, Rutaceae e Apocynaceae.
Floresta Ombrófila (Floresta Pluvial)
Vegetação florestal que ocorre em áreas com elevadas temperatura e precipitação, composta essencialmente por árvores e palmeiras. De porte alto, pode ocorrer em diferentes posições topográficas, desde "terras baixas", áreas "submontanas", "montanas", até "alto-montanas". Famílias frequentes são Leguminosae, Arecaceae, Moraceae, Myrtaceae, Euphorbiaceae, Rubiaceae, Bromeliaceae, Araceae, Orchidaceae.
Floresta Ombrófila Mista
Vegetação florestal pluvial, caracterizada pela presença do pinheiro-do-paraná (Araucaria angustifolia), além de árvores dicotiledôneas e palmeiras. De porte alto, pode ocorrer desde posições topográficas "submontanas", até "montanas" e "alto-montanas". Famílias frequentes são Araucariaceae, Podocarpaceae, Lauraceae, Myrtaceae, Euphorbiaceae.
Manguezal
Vegetação arbóreo-arbustiva perenifólia densa, baixa, pobre em espécies, que ocorre nos estuários dos rios. Estende-se pelo litoral brasileiro desde Santa Catarina até o Amapá, seguindo rumo norte por toda a América tropical. Famílias importantes são Rhizophoraceae, Acanthaceae, Combretaceae e Pteridaceae.
Palmeiral
Formação onde normalmente domina uma só espécie de palmeira, com baixa frequência de árvores. Associa-se aos ecótonos dos domínios da Amazônia, Caatinga e Cerrado. Gêneros importantes são Attalea, Copernicia, Euterpe, Mauritia e Orbignya.
Restinga
Complexo de vegetações que ocupa as planícies litorâneas do Brasil, ocorrendo sobre sedimentos arenosos pleistocênicos e holocênicos de origem marinha. Inclui desde fitofisionomias abertas, herbáceo-arbustivas, localizadas próximas às praias, até florestas com árvores altas em direção ao interior do continente, ou arbustais sobre dunas litorâneas. Famílias frequentes são Arecaceae, Lauraceae, Myrsinaceae, Myrtaceae e Bromeliaceae.
Savana Amazônica
Vegetação não florestal da Amazônia sobre solos pouco a bem drenados, geralmente arenosos, e que inclui desde fitofisionomias savânicas típicas até formações caracteristicamente campestres. Fisionômica e floristicamente é similar ao Cerrado lato sensu, com flora mais pobre. Famílias frequentes são Vochysiaceae, Leguminosae e Malpighiaceae.
Vegetação aquática
Em ambientes aquáticos lênticos ou lóticos, inclui plantas (macrófitos) flutuantes não enraizadas, ou enraizadas com folhas flutuantes ou submersas. Famílias freqüentes são Araceae, Cyperaceae, Nymphaeaceae e Poaceae.
Vegetação sobre afloramentos rochosos
Ilhas de rochas (inselbergues), circundados por uma matriz vegetacional distinta, que pode ter variadas feições fitofisionômicas. Famílias frequentes são Araceae, Bromeliaceae, Cactaceae e Orchidaceae.
Ilustrações - IBGE
Floresta ombrófila densa
Floresta ombrófila aberta
Floresta estacional semidecidual
Floresta estacional decidual
Floresta ombrófila mista
Influência marinha
Influência fluviomarinha
Influência fluvial
Savana
Savana Estépica
Campinarana
Estepe
Manual Técnico da Vegetação Brasileira IBGE
Fonte Ilustrações: VELOSO, H. P.; RANGEL FILHO, A. L. R.; LIMA, J. C. A. Classificação da vegetação brasileira adaptada a um sistema universal. Rio de Janeiro: IBGE, 1991. Disponível em: https:// biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/ livros/liv22380.pdf. Acesso em: set. 2026.
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