A principal característica manifestada é o revestimento foliar por pêlos (tentáculos) glandulosos na sua parte superior, cuja função é produzir uma substancia mucilaginosa que aprisiona eventual vitimas a serem capturadas. É justamente esta mucilagem (manifestada na forma de gotículas viscosas pelo reflexo da luz), acompanhada pela cor e cheiro característico da carnívora em questão, a responsável pela atração da presa apanhada. Daí a origem do nome Drosera, proveniente da palavra grega “Droseras”, que significa orvalho, pois quando os raios luminosos atingem as substâncias mucilaginosas dos tentáculos, as mesmas assumem aspecto de gotas de orvalho.
Sendo uma planta semi-ativa, na qual é necessário o pouso do inseto (geralmente díptero) para sua captura, podemos concluir que seus macromovimentos são de natureza apenas digestiva, impulsionados por estímulos químicos e mecânicos. Tal processo se dá através da movimentação dos pêlos vizinhos em direção do animal apreendido, com conseqüente encurvamento da folha decorrente dos estímulos já citados, iniciando uma digestão de aproximadamente sete dias.
A reprodução da Droseras é feita principalmente por sementes, que podem apresentar dormência. Além deste, outros tipos de reprodução vegetativa podem ocorrer por folhas, raízes, caules e algumas vezes “escamas” (micro-droseras).
São capazes de se autofecundarem, devido a características hermafroditas presentes, sendo polinizados principalmente por insetos e pelo vento.
Embora o substrato em que viva seja razoavelmente consistente, a dependência de água e umidade é grande, fato justificado principalmente pela excessiva desidratação no processo de produção de mucilagem na captura de vítimas. Sendo assim, podem ser consideradas aquáticas (higrófitas).
Suscetíveis a ação predadora de pulgões, lagartas e outros animais, devido à baixa capacidade competitiva e a preferência por hábitos de vegetação rasteira.
Popularmente denominada de Orvalinha ou Papa-mosca-de-Vênus.